Por Jean Felipe à Epic Play —

As novas tecnologias têm sido prolíficas no mundo do entretenimento. Com games cada vez mais orientados para experiências imersivas e realistas, novos lançamentos convidam seus amantes a mergulhar em suas narrativas cada vez mais, sendo parte integral e importante do universo fantasioso de uma história, como visto em RPGs ou jogos de ação atuais.

A cada ano que se passa, o entretenimento melhora sua capacidade de chegar até às pessoas das mais diversas formas. O terror de Bring to Light, um novo jogo onde o medo é o centro de tudo, é um bom exemplo disso.

Utilizando tecnologia criada por seu estúdio, Bring to Light é um jogo que aumenta ou diminui os seus índices de intensidade com base no ritmo cardíaco do jogador e assim, responde aos seus medos para a criação de um universo de horror imersivo, de acordo com seus criadores.

Do lazer à criação de experiências realistas

O jogo criado por Keith Makse, a mente por trás de Bring to Light e sua equipe, nasceu no estúdio Read Meat Games, no Canadá e visa oferecer aos jogadores uma experiência de medo sem o perigo real. Desta forma, através de recursos biométricos, os criadores acreditam poder oferecer aos jogadores também benefícios psicológicos, especificamente no que diz respeito à gestão do stress e da ansiedade. Dizem que o jogo beneficia as pessoas neste quesito devido à imersão que incorpora os dados do ritmo cardíaco do jogador, introduzindo novos sustos quando sabe que o jogador está assustado… Será?

A criação de uma narrativa que não é unidirecional, onde o jogador e seu nível de stress determina em partes os acontecimentos do jogo, é também um passo na direção do futuro dos jogos que, sempre mais, tentam cativar o público colocando o jogador em uma nova era de realidade tecnológica.

Ainda assim, tratando-se de algo em desenvolvimento, os próprios criadores admitem que as ferramentas biométricas ainda têm suas debilidades e não funcionam para todo mundo, havendo inclusive um questionamento quanto à linearidade da relação entre a resposta corporal e uma efetiva medição das emoções.

A narrativa de Bring to light

A entrada num mundo de terror orientado para os medos particulares de cada jogador, no entanto, não é a única “força” em Bring to Light. Pautado por uma narrativa obscuramente tensa, o jogador entra num mundo cheio de túneis após um desastre na linha de metrôs. A exploração subterrânea é acompanhada por descobertas bizarras onde cada sombra pode vir a ser um novo inimigo psicológico.

Podendo ser jogado de diversas formas, como no Oculus Rift, HTC Vive, com o mouse e teclado, ou até tela de toque, Bring to Light suporta tanto os mecanismos de realidade virtual como os de non-VR.

Os mecanismos biométricos para acompanhar o ritmo cardíaco do jogador são uma das inovações que acabaram por destacar o lançamento, talvez não impressionando tanto a quem assiste a experiência, mas colocando-o entre os mais bizarramente realistas até então pra quem está vivendo o momento. Pros curiosos, especificações de compras podem ser conferidos na Steam.

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Jean Felipe é diretor-geral e fundador da Epic Play. Você pode acompanhar mais sobre o seu trabalho no YouTube ou pode realizar doações para o desenvolvimento de projetos.

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