Por Otávio Augusto à Epic Play —

MMORPGs brasileiros e totalmente em português foram e ainda são uma aposta no mercado, sabia? Este é um gênero certamente lembrado por muitos, principalmente no Brasil em uma época em que a frequência de jogadores em lan houses era muito maior que atualmente. Apesar do gênero não ter a mesma força que costumava ter, alguns jogos se mantém firme e forte. Todavia, por falta de usuários, jogos como Marvel Heroes Online fecharam para dar espaço a League of Legends, Fortnite ou sites de apostas.

Mesmo que jogos do gênero MMORPG não sejam tão presentes na rotina da maioria jogadores brasileiros, existem MMORPGs do Brasil e em português que estão em desenvolvimento ou que já foram lançados e têm a atenção de vários fãs.

Jogos desenvolvidos por estúdios brasileiros são um exemplo da influência de uma geração inteira que cresceu jogando MMORPG, desenvolvendo agora seus próprios jogos nacionais, onde trouxemos uma lista com alguns destaques.

Profane

Desenvolvido pela INSANE, Profane é um MMORPG sandbox que ainda está em desenvolvimento, porém possui uma versão Alpha disponível e uma campanha de arrecadação de fundos para o término do jogo.

Aqui os jogadores não se limitam ao sistema de classes, e também não precisam pagar uma progressão interminável de níveis com seu personagem. Um diferencial gigante também é que as armaduras e armas também não se limitam a uso, ou seja, desde que o jogador possua o item, ele pode usufruí-lo quando estiver fora de combate.

A história do jogo começa em um passado distante, onde um deus chamado Irisfel vivia em paz apenas admirando o universo até se deparar com um fragmento de um Planeta sem nome, um lugar que lhe causou admiração e repulsa ao mesmo tempo, provocando a separação da entidade em dois, Iris e Fel. Os dois começam a travar uma batalha que dura mais de cem mil anos sobre esse novo mundo encontrado. Enquanto isso, o personagem controlável deverá tomar a iniciativa de qual lado vai apoiar, seja o de Iris, que tem admiração por esse planeta, ou Fel, que tem uma repulsa tão grande a ponto de querer destruí-lo por completo. Experience o jogo clicando aqui.

Wing of Misadventures

O jogo Wing of Misadventures é um MMORPG indie desenvolvido por Allyson Souza Bacon. O desenvolvimento teve início em 2015, porém ainda não tem data certa para seu lançamento. Em seu site, que também serve como um fórum para o jogo, indica que o jogo ainda está em processo de arrecadação de fundos para o lançamento. Porém, para os jogadores terem uma noção de como o jogo será, existe uma versão de acesso antecipado onde se obtém acesso ao jogo conforme os pacotes de doação disponíveis.

O jogo conta atualmente com seis tipos de grupos: Elementistas, que são um estilo de magos que podem usar a magia para o bem ou para o mal; Berserk Destemidos são guerreiros que manipulam a energia da vida para destruir seus inimigos; Lutadores Mágicos usam golpes mágicos, mas não possuem armas para derrotar os seus inimigos; Assassinos Inveterados são assassinos que possuem combos rápidos para execução do trabalho; Cavaleiros Protetores são cavaleiros que lutam e matam para proteção; Ninjas Manipuladores do Tempo são mercenários astutos que fazem trabalhos de execução em troca de algumas moedas.

Caso queira conhecer ainda mais sobre o jogo, o site e o fórum podem ser visitados, com novidades do jogo e debates entre os jogadores que já usufruem do jogo.

Bloodstone The Ancient Curse

Desenvolvido pelo estúdio Streamy, Bloodstone The Ancient Curse nada contra a maré em um mundo de jogos praticamente 3D, com uma estética completamente 2D. O jogo, inegavelmente se parece com Tibia Online, jogo de grande sucesso no Brasil, e compõe de cinco classes iniciais: Guerreiro, Bárbaro, Mago, Xamã e Arqueiro. O jogador também pode participar de uma guilda ou criar uma equipe pra evoluir de níveis muito mais rápido do que sozinho.

O jogo conta a história de um mundo chamado de Bloodstone onde monstros atacam vilas a todo momento, sobrando somente os Anciãos para parar a tirania deles. No entanto, por mais que fossem derrotados, os monstros sempre retornavam mais fortes, e logo os Anciãos perceberam que não seriam mais capazes de derrotá-los. Com isso, um guerreiro chamado de Kuroba resolve ir atrás de poder, que acaba virando obsessão e o consome por completo na forma de uma energia maligna que irradia por todo o seu corpo. Cabe ao jogador criar um personagem para salvar as vilas e o mundo de Bloodstone. O jogo pode ser acessado clicando aqui.

Erinia

O projeto teve início em 2004 e foi lançado no mesmo ano em novembro, sendo um dos primeiros MMORPGs brasileiros a serem lançados. O jogo foi produzido pela Ignis Games, porém após ser licenciado pela Rede Networks que iniciou uma nova fase em 2008, o jogo surpreendeu os fãs com o anúncio de fechamento dos servidores, retornando apenas em 2012 com as suas atividades.

O jogo consiste na criação de personagens de fantasias medievais que tem como inimigos os monstros do Folclore Brasileiro. Uma das apostas da época que deu muito certo, que inclusive para muitos jogadores foi um jogo que era digno de concorrência com World of Warcraft. A experiência vale a pena para aqueles que têm interesse em conhecer algo que foi uma das grandes apostas no mesmo ano de lançamento do Ragnarök Online. Acesse clicando aqui.

Taikodom

Taikodom foi considerado por muitos como o maior projeto de jogo de computador desenvolvido no Brasil. Feito pela empresa Hoplon Infotainment, o jogo online se trata de um simulador espacial, se ambientado num futuro onde a humanidade conquista o espaço. Sendo um lançamento exclusivo para PC. O MMO foi lançado em 2008, e encerrado em 2011.  Após o encerramento da versão original uma continuação foi colocada em seu lugar, a Taikodom: Living Universe. Infelizmente, a continuação também teve suas atividades encerradas em 2015.

Os jogadores podiam criar personagens, personalizarem avatares e controlarem naves espaciais, envolvendo-se em diversas atividades, indo de mineração até combate. Elas podiam ser realizadas junto com outros jogadores ou NPCs. Personagens podiam criar ou se unir em corporações almejando dividir tarefas, se proteger ou aumentar a possibilidade de vitória em batalhas. Missões e tarefas específicas eram confiadas aos jogadores por personagens dentro do jogo, chamados de agentes.

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