Por Roberto Carlos Fernandes Junior à Epic Play —

Assim como nos quadrinhos temos a dupla dinâmica Batman e Robin, nos jogos podemos contar com duplas como Mario e Luigi, Sonic e Tails, treinador Pokémon e os próprios Pokémon, é claro. Mas já imaginou se estes personagens tivessem sido os donos do título dos jogos e vivessem aventuras próprias como grandes estrelas que são? Bom, isso aconteceu! Muitas vezes, por sinal, e é sobre esses jogos que irei falar neste artigo.

Tails Adventure

Começando com Tails, o incrível amigo raposa imortal, inventor e tecnólogo da série Sonic.

Tails consegue ter uma grande habilidade em construir e consertar aparelhos mecânicos. Isso é demonstrado bastante nos jogos da era 3D, mas isso era um detalhe quase oculto nos jogos clássicos do Mega Drive, tanto que só era explorado mesmo nos manuais dos jogos.

Quase um metroidvania da SEGA.

O negócio é que isso virou inspiração para a SEGA, que acabou criando um jogo próprio para o Tails no seu portátil Game Gear. Este jogo é um grande game de exploração que consegue ter muitos desafios insanos para explorar e muitas zonas para revisitar em um grande mapa de uma ilha altamente conectada. A história se passa entre os jogos principais e, aqui, Tails não usa o pulo giratório, mas suas invenções, que vão desde ataque com bombas a carrinhos bombas remoto (aliás, ele usa muitas bombas neste jogo). Além disso, existem momentos de voo intensos e também muitas sequências em que usamos veículos como submarinos. É um jogo interessante. Poderia ter um game novo hoje em dia e ainda me pego lamentando o fato da SEGA não ter lançado este jogo para o Mega Drive. Imagina que fantástico seria?

Knuckles’ Chaotix

O vermelhinho também não foi esquecido. Ele teve um jogo próprio, porém com um estilo mais clássico mesmo, onde Knuckles se une a um time chamado Chaotix para impedir novamente o Dr. Eggman de roubar os objetos do caos, que neste caso, são anéis do caos.

É um jogo do Sonic, só que sem o Sonic.

A grande verdade é que este jogo é mais do mesmo. Ele tem excelentes gráficos, utilizando os recursos do 32X, mas não conseguiu ser tão bom para ficar relembrando. O detalhe de irmos para as fases em uma espécie de roleta mostra que o jogo pareceu ter sido feito às pressas ou simplesmente tendo sido lançado sem aplicação de novas ideias.

Mas ele não é de todo ruim. É divertido jogá-lo, mesmo se você não o conhecer.

Luigi’s Mansion

Este jogo é polêmico, principalmente por se tratar de uma acusação de roubo de conceitos na sua jogabilidade.

Aqui, Luigi vai parar dentro de uma mansão para procurar por seu irmão que está desaparecido. Lá dentro, ele se depara com um monte de fantasmas, e sabe como ele vai lidar com isso? Simples: usando uma arma “aspiradora” para sugar os fantasmas.

Agora, no port para Nintendo 3DS, podemos jogar a campanha cooperativa com uma cópia verde do “Mario Verde”.

Apesar de uma referência clara aos Caça-Fantasmas, o jogo é muito competente, principalmente por se tratar de uma forma dinâmica para se jogar um game “do Mario”.

O jogo teve até mesmo uma continuação muito boa no Nintendo 3DS, e já foi anunciado um terceiro jogo no Nintendo Switch. Então, já podemos nos empolgar, não é mesmo?

Super Princess Peach

Sim, este é um jogo às avessas. Para quem acredita que a Nintendo não inova, aqui ela mostra que consegue ir longe demais.

Acredite: este jogo consegue ser bom.

A premissa do jogo é simples: Mário foi sequestrado, e ela precisa salvá-lo desta vez, e é aí que tudo fica interessante. A Peach fica acompanhada de um guarda-chuva mágico que ela usa para atacar e interagir no cenário. Ele é muito usado para resolver puzzles e salvar Toads, mas o melhor ainda está por vir: Peach é muito emotiva neste jogo, tanto que ela possui uns especiais que variam pelo seu humor, que vai de raiva , tristeza , paixão e alegria, cada um deles com efeitos diferentes. A raiva, por exemplo, faz com que Peach fique coberta de fogo e isso a deixa quase invencível.

Wario Ware

Este jogo é um clássico por si só. Ele consegue ter um ritmo difícil de igualar a outro jogo. A franquia se resume em uma variedades de personagens do universo do Wario que vivem situação adversas onde, para resolver os seus problemas, resolvemos pequenos mini games de ritmo.

Este jogo consegue ser único principalmente com a grande variedade de formas de jogabilidade que existem nos consoles e portáteis da Nintendo.

Este jogo consegue ser a maior coleção de mini games em uma franquia, superando até Mario Party.

Desde quando surgiu no Game Boy Advance, era simplesmente acertar o comando ou agir por impulso usando os botões, mas desde o Nintendo DS, Wii e Wii U, vemos que a jogabilidade mudou, desde o uso de acelerômetro, sensor de movimento, tela assíncrona com o Wii U, e por aí vai. A experiência é muito única para ser comparada a outras coletâneas de mini games do gênero. Recomendo muito.

Pokémon Dash

Existe uma lenda nos games de que toda marca e personagem de sucesso deve ganhar um jogo de corrida. Isso já aconteceu com Sonic, Mega Man, Crash, Mario… Mas sabia sabia que isso já rolou com Pokémon?

Este foi um dos primeiros jogos que conheci no Nintendo DS. Ele é basicamente um jogo de corrida que usa o toque de tela para correr, e direcionar aonde o Pokémon vai. Bem simples.

E se Pokémon Dash fosse lançado hoje para celulares?

A jogabilidade é bem variada. Dependendo do momento da corrida, é necessário pegar balões e voar de ilha em ilha. Em seguida, precisamos estourar balões e conseguir tocar na tela para garantir que o Pokémon pouse em paz. É muito insano, e por isso digo que é bem demorado para se acostumar a jogar. Ele seria um bom jogo para ser portado para os celulares atuais, e sabemos que faria sucesso.

Menções honrosas:

Diddy Kong Racing

Sabemos que Donkey Kong é uma sub estrela que surgiu do mundo do Mario, mas ele também tem seu parceiro, e Diddy conseguiu estrelar um jogo de corrida que consegue ser melhor que Mario Kart em um console da Nintendo.

Muitos o consideram melhor que Mario Kart.

O jogo é bem ousado: você corre no chão, fica voando em aviões e anda também sobre a água. Também há um modo história para quem é “Forever Alone” como eu.

Sei que existem outros personagens que ganharam jogos próprios, e talvez eu faça uma parte 2 no futuro, mas antes disso,  deixo aberto os comentários para você falar quais dos jogos você mais curtia.

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