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Por André Eduardo Ruschel à Epic Play —

Caso fôssemos escolher uma franquia da SEGA capaz de rivalizar em popularidade com Sonic, no Mega Drive, ela seria Streets of Rage, série esta que nasceu com a missão de bater de frente com Final Fight e que, em minha modesta opinião, conseguiu superar, e muito, seu objetivo. “As ruas da fúria” foi um daqueles títulos que a molecada adorava jogar nas locadoras de games, principalmente junto de um amigo.

O começo da melhor trilogia de beat’ em ups da história dos games.

Streets of Rage (Bare Knuckle: Ikari no Tetsuken no Japão) é um jogo do gênero beat’ em up, desenvolvido e publicado pela SEGA em 1991 para Mega Drive. Este foi o primeiro jogo de uma trilogia de sucesso em seu tempo, recebeu conversões na época e posteriormente inúmeros portes em coletâneas.

Curiosidade: Existem claras semelhanças entre as capas de Streets of Rage 1 e 2 e Final Fight 2, como podemos conferir nas imagens abaixo. Muitos ainda costumam dizer que houve plágio, uma vez que o título da Capcom foi produzido bem depois do clássico da SEGA. Ocorre que todas possuem o mesmo ilustrador, o que de certa forma deixa esta polêmica um tanto sem fundamento.

Em destaque as semelhanças entre as capas de Streets of Rage e Final Fight.

Bastidores

O diretor Noriyoshi Ohba.

Streets of Rage nasceu a partir de uma conversa entre o diretor Noriyoshi Ohba e o músico Yuzo Koshiro após finalizarem, juntos, o incrível game The Revenge of Shinobi (1989). O tema da reunião informal era, a SEGA precisava de um jogo que batesse de frente com os sucessos Double Dragon e Final Fight algo do tipo “caratê das ruas”, como eles mesmos diziam. Para isto, algumas de suas inspirações foram um seriado que era febre na TV da época chamado Esquadrão Classe A, além dos games já citados.

Durante o início da produção do jogo, ainda com o nome de Dragon-Swat (D-Swat), algumas características do título já haviam sido definidas, como o fato de serem três personagens selecionáveis (um forte e lento, uma fraca e rápida e um com atributos intermediários), a presença de um especial (aos moldes de Golden Axe) e a temática urbana de limpar as ruas. Vale dizer que descrever Streets of Rage como uma reposta da SEGA ao Final Fight, que na época era exclusivo dos consoles Nintendo, não é um exagero, de forma que o próprio designer Atsushi Seimiya informou que a equipe de produção comprou um Super Nintendo e jogava incansavelmente o título da Capcom durante todo o processo de produção das aventuras de Axel e seus amigos, visando superar ao máximo todos elementos que faziam do concorrente um sucesso.

Na última fase temos que nos virar sem o carro de apoio.

Sob o comando de Ohba, a equipe de dez pessoas começou os trabalhos em julho de 1990. Neste time haviam, além do diretor já citado, um desenvolvedor de cenários, quatro designers, três programadores e o músico Yuzo Koshiro. Este último teve tamanha relevância dentro do projeto que merece um subtítulo somente para ele.

Curiosidade: Como vimos, inicialmente Streets of Rage chegou a ser chamado de D-Swat, isto se deu principalmente pelo fato de alguns membros da equipe de Ohba terem trabalhado juntos não somente em The Revenge of Shinobi, mas também em E-Swat. Isto explica o reaproveitamento, não apenas de alguns efeitos sonoros, como de sprites do jogo anterior. Um bom exemplo disto é o carro de apoio, visto também no game do policial cibernético.

A Incrível Trilha Sonora de Streets of Rage

O músico Yuzo Koshiro.

Um dos maiores mestres entre os compositores da game music nasceu em 1967, em Tóquio. Devido a influência da mãe, que era musicista, teve contato com piano desde seus três anos de idade. Ainda cedo teve aulas com o famoso Joe Hisaishi, conhecido entre os nipônicos como o “John Williams Japonês”. Quando criança Koshiro sonhava em ser programador de jogos, mas o fascínio gerado pelas trilhas sonoras, como de Gradius e Space Harrier o fizeram mudar de planos.

Com apenas 18 anos de idade foi contratado pela Falcom, local em que já se destacou desenvolvendo músicas para o clássico Ys. Nesta época Yuzo levantou uma “bandeira” famosa no período: protestava contra o pouco reconhecimento que os produtores de jogos tinham na época, de forma que, com sorte, seus pseudônimos surgiu nos créditos ao final dos games. A solução que Koshiro teve foi tornar-se independente, passando a ser contratado como freelancer e exigindo seu nome nos títulos em que suas músicas apareceriam, algo realmente revolucionário em seu tempo.

Seu estilo vai do pop/fusion de Sonic (MS), passando pelo barroco em Beyond Oasis, até o funk de Super Adventure Island.

A versatilidade e qualidade das canções de Koshiro fizeram a SEGA chamá-lo para compor as músicas do clássico The Revenge of Shinobi, onde o músico, além de fazer um ótimo trabalho, teve seus devidos créditos já na tela título do game. Quando contratado para a trilha de Streets of Rage, Yuzo resolveu inovar, saindo da moda fusion e rock que havia em seu tempo. O compositor havia acabado de voltar de uma viagem aos Estados Unidos, local em teve forte contato com a música eletrônica. Na época, este estilo ainda não era popular entre os japoneses, mesmo assim resolveu arriscar uma previsão de que um dia seria tendência na terra do sol nascente, não poderia estar mais correto.

Nas palavras do próprio Yuzo Koshiro: “Acho que foi a primeira vez em que minhas músicas foram feitas para um público de fora do Japão. (…) A SEGA não interferiu no processo. Não me deram qualquer direção a ser tomada, pude fazer o que eu queria”. Com seus, apenas, 20 anos de idade na época, o chamado “mago do chip de som do Mega Drive” conseguiu compor uma ótima trilha original sob influência dos ritmos house, techno, R&B e hip-hop.

Recentemente ficamos sabendo de sua atual colaboração na trilha sonora do futuro Streets of Rage 4, o que, sem dúvidas, deixou 100% dos fãs muito contentes e com uma tremenda ansiedade.

Curiosidade: A trilha sonora de Streets of Rage, como esperado, foi um imenso sucesso, o que gerou a criação de diversos álbuns de música na época de seu lançamento e após. Dentre eles há um que merece um destaque especial, trata-se de um LP, lançado em 2015 sob o selo Data Discs, um verdade tesouro obrigatório para os verdadeiros fãs da franquia.

Que coisa mais linda.

Enredo

O enredo de Streets of Rage é bastante simples e busca apenas gerar um pano de fundo que justifique a pancadaria nas ruas de uma metrópole corrompida pelo crime. Aqueles que ainda não jogaram podem ler à vontade, pois as informações que vou escrever a seguir não irão atrapalhar a experiência de gameplay.

A melhor forma de descrever a situação me pareceu transcrever o famoso texto de introdução do título. Este que passa já com uma incrível trilha sonora e, em seguida, nos apresenta os protagonistas do jogo.

“A cidade era antes um lugar pacífico… Até que um dia, uma poderosa organização criminosa (Sindicato) tomou conta do lugar. Essa associação doentia apoderou-se do governo e até da polícia local, e a cidade tornou-se um centro violento onde ninguém mais está seguro. No meio desse turbilhão, um grupo de jovens policiais jurou limpar as ruas. Entre eles estão Adam Hunter, Axel Stone e Blaze Fielding. Eles estão dispostos a arriscar tudo… Até mesmo suas vidas… Nas ruas da fúria!”.

Uma daquelas imagens bastante nostálgicas dos anos 90.

Assim sendo, três jovens policiais que ao terminarem os treinamentos na academia e presenciarem a polícia da cidade (sem nome) totalmente corrompida pela maior gangue local, resolvem, sozinhos, livrar os habitantes da criminalidade causada pelo vilão Mr. X (a SEGA não estava muito criativa, não é mesmo?). Os heróis são: Adam Hunter: O forte e lento que infelizmente foi protagonista apenas no primeiro título da franquia, seu maior destaque é a voadora de grande alcance; Axel Stone: O líder dos rebeldes e intermediário entre os atributos dos personagens; e Blaze Fielding: A rápida, fraca e grande concorrente a maior musa da história da SEGA.

Qual era (ou ainda é) o seu favorito?

Curiosidade: Durante o processo de criação de Streets of Rage, os protagonistas tiveram seus nomes e designs bastante modificados. Inicialmente Axel era chamado de God Hand, um lutador de caratê muito semelhante ao Chuck Norris, após ainda seria rebatizado para Hawk, até finalmente ser Axel; Adam, inicialmente, seria Black Bird (nome no mínimo polêmico, visto a etnia do personagem), depois tornou-se Wolf, para então ser Adam; Blaze, era conhecida como Pink Typhoon e seu design era bastante similar à de uma inimiga de The Revenge of Shinobi. O mais interessante é que uma das maiores provas dos nomes protótipos de Adam e Axel vieram das páginas da revista brasileira Supergame, que tinha subsídio da Tectoy, representante da SEGA em nosso país.

Uma imagem que demonstra o respeito que a Tectoy tinha com a SEGA no período.

Análise Técnica

Hoje em dia pode parecer estranho a premissa de um enredo em que um protagonista sai batendo sem fazer muitas perguntas em centenas de vagabundos que passam o dia pelas ruas atrapalhando a vida dos moradores de bem, porém filmes com temáticas semelhantes foram febre, principalmente nos anos 70, 80 até meados dos 90. Vale destacar aqui atores como Bruce Lee, Jacki Chan e até mesmo Jean-Claude Van Damme como ícones deste estilo ação que movimentava milhões de dólares anualmente.

Alimentos são encontrados nos lugares mais inusitados, como lixeiras e cabines telefônicas. O terror da Salmonella.

O gameplay de Streets of Rage não era tão inovador ou revolucionário, consistindo principalmente em poder avançar após acabar com todos inimigos que surgiam pelo nosso caminho. Caso fizermos uma observação maior dos detalhes, podemos considerar que o aperfeiçoamento do agarrão foi um acréscimo interessante em seu gênero, uma vez que aqui somos capazes de não somente arremessar os inimigos para o lado oposto ao nosso, como também pular para suas costas efetuando o suplex, técnica que causava maior dano e aumentava o fator estratégia. Outros diferenciais estavam nas possibilidades de serem utilizados ataques em conjunto, quando jogado cooperativamente, e a possibilidade de atingir os adversários que se aproximavam pelas costas, de forma semelhante à vista em Golden Axe.

Que prazer dava arremessar inimigos das clássicas fases de elevador.

A jogabilidade de Streets of Rage é muito boa, respondendo bem aos comandos desejados pelo jogador. Infelizmente aqui a corrida ainda não havia sido implementada na franquia pela SEGA, o que não seria nenhum absurdo, visto que Golden Axe era da mesma empresa e já estava no mercado havia um bom tempo.

Só eu acho meio exagerado a polícia chegar descendo fogo nos arruaceiros desarmados sem nem falar nada?

Os gráficos de Streets of Rage são seu maior ponto fraco, principalmente quando comparado com as incríveis sequências que o título recebeu ainda no Mega Drive. Ainda assim tudo é colorido em com uma grande quantidade de detalhes, realmente sendo um prazer admirar as diversas paisagens apresentadas durante a aventura.

Buracos pelas fases nos permitiam ganhar tempo, se usados da forma correta.

Apesar de Streets of Rage não possuir múltiplos caminhos a serem conhecidos, podemos dizer que o título possui um bom fator replay devido ao fato da diversão ser muito grande, principalmente quando compartilhado junto de um amigo. Tudo possui uma plasticidade tão grande que farão os jogadores querer jogar novamente, nem que seja para ouvir novamente a incrível trilha sonora ou conseguir o chamado final ruim.

Vir na “metranca” já é apelação.

A dificuldade em Streets of Rage é baixa caso o jogador seja experiente dentro do gênero beat’ em up e, principalmente, se estiver jogando em multiplayer. O fato de ambos jogadores possuírem acesso ao especial faz com que os chefes se tornem muito mais fáceis, já que pode-se dizer que os inimigos mais difíceis do jogo acabam entrando em cena já bastante debilitados.

Os chefes do primeiro Streets of Rage, aparentemente, sofrem de gigantismo.

O tempo de campanha para terminar Streets of Rage é curto, apesar de dentro do padrão de seu gênero. Jogadores mais experientes irão levar menos de uma hora para alcançar seus créditos finais.

A trilha sonora já foi bastante discutida acima. Quanto aos efeitos sonoros, vale lembrar que são ótimos e muitos deles foram reaproveitados de The Revenge of Shinobi, em parte como forma de contenção de despesas.

Abaixo vemos a trilha sonora completa de Streets of Rage, aumente o volume e aproveite.

Curiosidade: Streets of Rage foi sucesso tão grande que não seria estranho imaginar, em seu tempo, que iria receber conversões para os consoles 8 bits da SEGA. Master System: Lançada em 1993, esta versão usou muito bem as capacidades técnicas do console e apesar de algumas perdas, como a impossibilidade de se jogar em multiplayer, teve extras, como um chefe inédito e com bastante personalidade. Aos meus olhos, merece facilmente o título de melhor beat’ em up da biblioteca do console; Game Gear: Lançada em 1992, trata-se de uma versão totalmente diferente da do Master System, e muito mais fraca; com a presença de apenas 5 fases, ausências do carro de suporte e de Adam como personagem selecionável. A jogabilidade também ficou prejudicada, valendo conhecê-la apenas como curiosidade.

Fases de Streets of Rage

Streets of Rage possui 8 fases em sua campanha, todas com ambientação específica e bastante personalidade. Nem todas possuem chefes únicos, ocorrendo repetições. Durante o decorrer das etapas presenciamos clichês típicos do gênero, mas que não podem faltar, como a fase do elevador, comidas insalubres encontradas dentro de latas de lixo e buracos em que podemos arremessar os inimigos, detalhe este que infelizmente não está presente em sua incrível sequência. Aqui abordarei apenas as três primeiras fases do jogo, buscando evitar assim maiores spoilers.

1ª fase – City Street: O início do jogo se dá no centro da cidade que está contaminada pela corrupção e desrespeito às leis. A trilha sonora já começa mostrando sua qualidade acima da média, o que por si só já nos motiva a ir em frente. Como imaginado, sua dificuldade é tranquila. Chefe: Antônio.

As vitrines e grande iluminação nos mostra que estamos no centro da cidade.

2ª fase – Inner City: Após limparmos o centro da cidade, agora chegou a vez da periferia. Cenário bastante sujo, com muita pichação e imóveis abandonados, local típico de domínio das gangues nos filmes de ação da época. Os subordinados de Souter estão por toda parte, porém a dificuldade ainda não chega a ser das maiores. Chefe: Souter.

Local típico de domínio daqueles que não obedecem as leis.

3ª fase – Beachfront: Hora de irmos até a área litorânea acabar com os mal-feitores que infestam as areias do local. Tudo está muito sujo, repleto de latas e pneus em que encontramos nossos itens. Comumente é lembrado como um dos cenários mais simples do jogo, ainda assim é um dos mais icônicos devido a sua trilha sonora. O líder local é um profissional de wrestler que aceitou prestar serviços ao Mr. X em troca de bastante dinheiro. Chefe: Abadede.

Hora de “limpar” a beira da praia.

Curiosidade: Algo que, incrivelmente, muitas pessoas não sabem sobre Streets of Rage, mesmo depois de tantos anos, é que o game possui um final ruim. Para conhecê-lo é necessário que quando jogado no modo multiplayer, os jogadores deem respostas diferentes no momento em que Mr. X pergunta se gostariam de se juntarem a ele. Caso aquele que responder ‘sim’ vencer o duelo e na sequência derrotar o Mr. X, será o novo líder do Sindicato do Crime.

Imagem pouco conhecida do jogo. (desculpas pelo breve spoiler).

O Bestiário

A variedade de inimigos era pequena no primeiro jogo da franquia Streets of Rage. Parte disso, imagino, que deve ocorrer devido ao fato do cartucho possuir apenas 4 Mega de capacidade. Trata-se de 5 tipos de inimigos (e suas variações) encontrados durantes as fases, mais 5 chefes. Infelizmente, aqui, apenas os chefes possuem barras de energias visíveis aos olhos dos jogadores, defeito este corrigindo na sequência. Abaixo iremos abordar sobre quatro tipos de inimigos comumente vistos durante a campanha e apenas um chefe, assim evitando me estender exageradamente e exagerar nos spoilers.

Garcia: É o inimigo mais simples do jogo, o típico saco de pancadas que não dá aborrecimento algum para os jogadores com alguma experiência em games do gênero. Infelizmente “os Garcias” possuem um detalhe, alguns deles podem aparecer armados em nossa frente durante a campanha, o que já muda um pouco a situação da aventura; principalmente um que usa uma faquinha, este é o típico inimigo que define o termo “chatinho”. Ainda assim, nada que um pouco de atenção não resolva;

Y-Signal: Entre os inimigos certamente haveriam os punks típicos. Suas especialidades consistem em dar rasteiras de difícil escapatória e arremessos que causam um bom dano, isto quando não nos mandam para dentro de buracos nos cenários. Aqui a dica principal é, quando o jogador for arremessado, jamais esqueça de colocar o direcional para cima + botão de pulo. Desta forma irá cair de pé e não haverá perda de energia. Esta ajuda que estou dando é mais útil ainda no chefe (“ou chefas’), considerado por muitos, como o mais difícil do jogo.

Y-Signal – O punk dos arremessos.

Hakuyo:  Na época conhecido como Shiryu da SEGA, Hakuyo é um estudante de kung fu que estava insatisfeito em não poder usar suas técnicas avançadas em seus colegas. Viu no Sindicato de Mr. X a possibilidade de mostrar seu lado cruel sem qualquer tipo de represálias. É um personagem rápido que pula bastante durante as batalhas. Basta o jogador prestar atenção que tudo dará certo.

Hakuyo – O Shiryu (não é que é parecido mesmo?).

Nora: A sadomasoquista do jogo é uma dançarina dos clubes noturnos da cidade controlada por Mr. X. Seu relacionamento íntimo com o chefe do Sindicato a permite circular por qualquer área da cidade. Sua variação de roupa preta possui uma qualidade bastante inconveniente, quando atingida cai no chão e somente levanta quando nos afastamos. Nestes casos o ideal é usar técnicas de agarramento (eita).

Nora -A sadomasoquista.

Chefe Souter: É o chefe da segunda fase, reaparecendo mais além também. Esta variação de Freddy Kruegger comanda Inner City sem permitir qualquer intromissão do governo. Seus ataques causam bastante dano quando somos acertados em cheio. A principal dica contra ele é vencer na base dos agarrões e jamais (é sério) utilizar ataques aéreos.

Souter – O Freddy Kruegger de 3 metros de altura.

Curiosidade: Em 1993 chegou ao mercado dos games, para incendiar a guerra de consoles, Streets of Rage 2. O título superou em tudo as qualidades do primeiro jogo da franquia, inclusive a trilha sonora, ao menos em minha opinião. O game era tão bem feito que lembrava um beat’ em up feito com o capricho de Street Fighter 2. O cartucho possuía 16 Mega de capacidade, 4 vezes mais que seu antecessor e era um dos principais argumentos para se adquirir um Mega Drive, mas como de costume, isto é assunto para outra análise.

Conclusão
Quando falamos de Mega Drive, Streets of Rage é um dos primeiros jogos que surgem nas conversas. Sua marca, até recentemente ignorada pelos produtores, fez bonito em seu tempo e ajudou a consolidar seu gênero na quarta geração de consoles. Hoje, quando paramos e revisitamos tudo que foi dito nesta matéria, percebemos a razão da franquia continuar povoando o coração de muitos saudosistas dos anos 90. Que com este retorno da saga, ela decida não nos abandonar novamente.
Bom
  • Trilha sonora ótima, revolucionária e original;
  • Boa jogabilidade;
  • Dificuldade de fácil acesso.
Ruim
  • Os gráficos poderiam ser melhores;
9
Incrível

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